5 de mar de 2010

DISTANTE POESIA




O tempo espera e o dia fica azul...
A luz excede e o amar complica.
E me expõem ao ridículo.

A verdade ascende a paz do medo
Medo que entende as mulheres que choram,
Que choram beliscando o pé de Deus
com sua metralhadora eterna em punho.

É choro carinhoso. Ta?
É espera, é espera
É mentira. É gozo
É serio! Porque não?
Ainda que sob a salva de tiro divino...

A saudade, então, se disfarça.
Fica quieto, assim, o coração.
Vira vinho, o mel.

Diz-que-não não é remédio, não.
Sob o olhar que lhe passou
Passará a última opinião,
E cuspirá na dissimulação pragmática.
Pois, diz-que-não não é remédio.
Talvez seja mel
E vinho também...

Estão prestando atenção?

E o tempo se cansa, pra variar um pouco...

O vasto anoitecer se reencontra.
Sai pelado por aí pra castigar o firmamento
No amor que sobra; que sobrou. E jura. E pira
Na frescura habitual do dia-dia do passado.
Passado este que passou a questionar minhas reticências...

A voz obscura se perde,
Quase que totalmente.
Quase que de joelhos.

Essa é a tal voz da experiência,
Da infalível idoneidade,
Da felicidade eloqüente.

O adeus agita.
Agita e vence.
Cuidado!

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