ALTOS CONTRATEMPOS
A lei da pronúncia sobre a palavra.
De uma pancada com um absurdo.
Há um político com um propósito
Um perigo paroxítono.
Paroxítono terminado em ditongo
Ditongo aflito e egoísta.
E mudo também...
Há também uma sombra no tempo
Um velho vai-e-vem.
Pó no ar puro
Pão, cachaça e mel
Sopa de ganso pra filho de pato,
Ha um saco cheio
A lei da província sob a falência
De um ato continuo e obsceno
Obsceno e afogado
Afogado em miúdos
Em fortunas modestas
De um futuro extinto
De um futuro petulante.
Dos filhos desse solo
Que não sede mais aos vetos
Perante os votos abstratos
Do fim do partido público
E não se fala em tom paterno por aqui.
Não. Não.
O cambio oscila. Vacila feio.
O troco em moeda é parte do meio
Tudo isso por aqui.
Sempre por aqui...
Seremos maiores que a própria esfera?
E com a natureza intacta?
Indissociável da imperfeição
2 meses atrás