5 de dez de 2011

venha pequena.
eis uma cena maravilhosa:
você e eu no mundo
infinito de uma tarde amena.
uma cena, pequena, instigante e fatal
de um minuto imortal e neutro.

tão gulosa será a noite em nós dois (dá pra ver)
preguiçosa a manhã de depois.
quão serena a despedida de duas lágrimas
que se afogam pela última vez

minha pequena, eis a cena ideal
que me condena e fere a cada dia.
tortura de um gozo a beijar e negar.
visto que seu destino é virar poesia

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